quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Plano para saúde afrodescendente nas Américas é lançado pela OEA e agência da ONU



Por ONU

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentaram um novo plano de ação para as Américas no contexto da Década Internacional de Afrodescendentes, em uma iniciativa que busca fortalecer as políticas públicas para assegurar os direitos e a participação plena e igualitária dessa população na região até 2025.

Negros representam 70% dos cidadãos em extrema pobreza e 68% dos analfabetos no país, segundo dados do IBGE de 2010. Foto: EBC
Negros representam 70% dos cidadãos em extrema pobreza 
68% dos analfabetos no país, segundo dados do IBGE de 2010. 
Foto: EBC
A iniciativa tem como objetivo melhorar a saúde e o bem-estar dos mais de 150 milhões de afrodescendentes que vivem no Hemisfério Ocidental, e que têm piores condições de saúde na comparação com outros grupos raciais como consequência de desigualdades, pobreza e exclusão social, que estão estreitamente vinculadas ao racismo, à xenofobia e à intolerância.

“Este círculo vicioso tem consequências diretas sobre a saúde e o bem-estar das pessoas afrodescendentes, que enfrentam um acesso e utilização significativamente menor dos serviços de saúde na comparação com o restante da população”, disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne.

“Este é o momento de acabar com esse fenômeno. A OPAS está comprometida em acabar com as disparidades na saúde que são enfrentadas pelos afrodescendentes que vivem nas Américas e agora temos uma janela de oportunidade para mobilizar as forças com nossos Estados-membros e parceiros”, afirmou.

A OPAS, como agência especializada em saúde do sistema interamericano, trabalhará no tema dentro do plano, que estabelece a inclusão do enfoque afrodescendente nas políticas de saúde dos países, ou seja, que as necessidades de saúde dessa população sejam consideradas na hora de elaborar políticas e criar programas de saúde dirigidos para ela.

Também serão promovidas campanhas sobre saúde sexual e reprodutiva nas comunidades com maior incidência dessas populações, com o objetivo de ampliar o acesso a métodos de planejamento familiar, anticoncepcionais e reduzir a mortalidade materna, que é maior entre a população indígena e afrodescendente, segundo estudo elaborado por OPAS, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

O plano também estabelece que os países elaborem e implementem protocolos de atenção a doenças não transmissíveis para a população afrodescendente. Nesse sentido, a OPAS reiterou seu compromisso para prestar o apoio técnico necessário aos ministérios da Saúde dos países.

Durante o ato de apresentação do novo plano, realizado na sede da OPAS em Washington, Betilde Muñoz, diretora do Departamento de Inclusão Social da OEA, afirmou que a iniciativa “é resultado do consenso coletivo dos Estados-membros da OEA e reflete a realidade dos afrodescendentes” na região.

“O caminho para conseguir a inclusão social dos afrodescendentes nas Américas está cheio de desafios, mas também de oportunidades. Por esse motivo, consideramos ser importante unir esforços”, enfatizou.

“De fato, os afrodescendentes padecem de uma situação de racismo e discriminação racial estrutural e sistêmica”, afirmou Murillo Martinez, especialista independente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas (CERD). “Costumam ser os mais pobres entre os pobres, e costumam ter os mais baixos índices de expectativa de vida”, declarou.

Sobre o plano de ação

O plano de ação é a resposta regional da Década Internacional de Povos Afrodescendentes, que vai de 2015 a 2024, proclamada pelas Nações Unidas para impulsionar o reconhecimento, a justiça e o desenvolvimento das populações afrodescendentes.

Nesse contexto, a OEA e a OPAS buscarão fortalecer sua cooperação nesses três eixos, fomentando o pleno gozo dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos das populações afrodescendentes na América Latina e no Caribe.

A OPAS promove um enfoque intercultural nos serviços de saúde da região que assegure que todos os grupos étnicos e raciais possam acessar os cuidados de que necessitem, e que integre o conhecimento e as práticas tradicionais para melhorar a saúde das populações indígenas, afrodescendentes e étnicas/raciais. Além disso, busca melhorar a informação sobre esses e outros grupos étnicos/raciais para facilitar a adoção de políticas que melhorem sua saúde.

Situação de saúde afrodescendente

A maioria da população afrodescendente das Américas concentra-se no Brasil (68%) e nos Estados Unidos (27%). A proporção da população afrodescendente varia segundo o país: Argentina (0,4%), Brasil (50,9%), Colômbia (10,4%), Costa Rica (8%), Equador (7,2%), Estados Unidos (12,6%), Nicarágua (2,6%), Panamá (8,9%), Uruguai (4,8%) e Venezuela (2,7%), segundo dados de censos nacionais.

Em 2013, a taxa de desemprego da população afrodescendente na região (6,5%) foi superior à dos indígenas (4,2%) e da população não indígena nem afrodescendente (5%). As mulheres afrodescendentes de 15 a 29 anos têm menores oportunidades de trabalhar ou estudar que os homens, segundo dados do censo de nove países.

A mortalidade materna e infantil são maiores na população indígena e afrodescendente. O acesso métodos anticoncepcionais mostra grandes desigualdades entre mulheres indígenas, afrodescendentes e o restante da população.

A falta de informação é o principal obstáculo para realizar uma análise exaustiva e confiável das desigualdades entre povos indígenas, afrodescendentes e outras populações étnico/raciais, segundo a OPAS.

Fonte: ONU BR.

sábado, 30 de julho de 2016

Recaída de milhões de latino-americanos na pobreza é evitável com políticas públicas de nova geração

Para prevenir retrocessos, novo RDH Regional recomenda proteção social, sistemas de cuidado, qualificação profissional e redução de desigualdades de gênero, raça e etnia.

Por PNUD

A principal ameaça ao progresso na região é a recaída de milhões de famílias na pobreza, ainda que a desaceleração econômica não seja a única responsável por tal retrocesso, segundo o Relatório de Desenvolvimento humano (RDH) para América Latina e Caribe do PNUD. O relatório sustenta recomendações para que a região impeça retrocessos e continue avançando nos aspectos social, econômico e ambiental, com políticas públicas de nova geração, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

População vulnerável
FOTO: TIAGO ZENERO. PNUD BRASIL.
No relatório intitulado Progresso Multidimensional: bem-estar além da renda, o PNUD manifesta especial preocupação pelas 25 a 30 milhões de pessoas – mais de um terço da população que saiu da pobreza na região desde 2003 – que estão vulneráveis para recair na pobreza. Muitas são jovens e mulheres com precária inserção no mercado de trabalho no setor de serviços da região. Fazem parte de um grupo maior, de 220 milhões de pessoas (38%, quase dois em cada cinco latino-americanos), que oficialmente nem são pobres, e nem conseguiram entrar para a classe média, correndo risco de recair na pobreza.

O relatório destaca que o os fatores que determinam a saída da pobreza são diferentes dos que previnem que as e os latino-americanos voltem a recair. Na década passada, o mercado de trabalho e a educação foram dois grandes motores para deixar a pobreza. No entanto, é fundamental que as políticas públicas de nova geração fortaleçam os quatro fatores que impedem retrocessos: proteção social, sistemas de cuidado, ativos físicos e financeiros (como carro, casa própria, conta de poupança ou dinheiro em banco que atuam como “para-choques” ou amortecedores durante as crises), e qualificação profissional. Esses elementos-chave compõem o que o RDH denomina cestas de ‘resiliência’, que é a capacidade de absorver choques e prevenir retrocessos, fundamental para a região neste momento de desaceleração econômica.

O RDH faz um chamado para repensar o modelo latino-americano de progresso para um conceito multidimensional, em concordância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e que possa transcender o uso de renda per capita, o ritmo do crescimento econômico e o Produto Interno Bruto (PIB) como critérios privilegiados para medir o nível de desenvolvimento. Só o crescimento econômico não é suficiente. Nada que diminua os direitos das pessoas e das comunidades ou que ameace a sustentabilidade ambiental pode ser considerado progresso, destaca o relatório.

“Os desafios de um desenvolvimento sustentável, holístico e universal não expiram ao alcançar um determinado limiar de renda: não superaremos os desafios de desenvolvimento a menos que demos respostas apropriadas à múltiplas dimensões que permitem às pessoas terem vidas que considerem valiosas”, disse a Subsecretária-Geral das Nações Unidas e Diretora Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe, Jéssica Faieta no lançamento junto ao Presidente Juan Carlos Varela do Panamá. “Neste momento, por um lado temos que proteger os avanços e prevenir que milhões de pessoas voltem a cair na pobreza e por outro lado temos que estimular políticas e estratégias inclusivas e integrais adaptadas a populações que sofrem de discriminações e exclusões históricas”.

Mais do mesmo não rende o mesmo – Ainda que, na região, tenham saído da pobreza cerca de 72 milhões de pessoas e tenham entrado na classe média 94 milhões de pessoas entre 2003 e 2013, os últimos três anos viram uma desaceleração e depois uma reversão dessa tendência. Segundo o RDH, a média anual de latino-americanos que saíram da pobreza foi de quase 8 milhões entre 2003-2008 e de 5 milhões entre 2009-2014. Entre 2015 e 2016, aumentou o número absoluto de pessoas pobres, pela primeira vez na década.

Isso acontece pelos limites da expansão laboral e fiscal na região. O mercado de trabalho na América Latina, na maior parte é informal, segundo o RDH. Mais da metade dos 300 milhões de trabalhadores na região são: assalariados em microempresas com menos de cinco vagas de trabalho, autônomos sem qualificação ou aqueles que não recebem renda (programas de aprendizagem, por exemplo). De igual forma, das mais de 50 milhões de empresas pequenas e médias, 70% são informais, e dois a cada três novos empregos criados na região foram no setor de serviços, que tem baixa produtividade e altas taxas de informalidade. Sem aumentos futuros da produtividade dos setores de baixa qualificação profissional, a sustentabilidade do crescimento e, em consequência, das conquistas sociais, acabam sendo comprometidos, aponta o RDH.

Além disso, a expansão de transferências sociais e pensões não contributivas, que explicam cerca de 30% da redução da desigualdade de renda desde 2002, também encontra um teto fiscal. Igualmente, o relatório destaca que o peso da carga tributária nos pobres é tão alto na região que costuma anular o benefício recebido por programas de transferência de renda. Dessa forma, o RDH ressalta que melhorar a efetividade e progressividade do sistema fiscal no seu conjunto é um desafio urgente para a região.

Investir nas mulheres e em políticas de cuidado é fundamental para que a região possa avançar, diz o relatório. Ainda que a proporção de mulheres com nível universitário na região tenha sido mais alta (17,3%) que a correspondente proporção de homens (14,8%), em 2013, a média salarial por hora das mulheres era 16,4% menor que a dos homens. Além disso, as mulheres dedicam três vezes mais tempo em trabalhos de cuidado e deveres domésticos que os homens. As tendências demográficas e a ausência de mecanismos de cuidado (especialmente para crianças e adultos mais velhos), combinadas com o aumento da participação laboral feminina, restringem uma melhor inserção da mulher no mercado de trabalho e a geração de renda nos lares, destacou o relatório.  

“Ser mulher, afrodescendente, indígena, LGBTI, jovem, pessoa com deficiência, tudo isso afeta as oportunidades, a possibilidade de ascensão social e econômica e o acesso a serviços públicos na região”, disse o principal autor do relatório e economista chefe do PNUD para a América Latina e o Caribe, George Gray Molina. “Cada geração latino-americana decide o tipo de mudança estrutural que vai seguir: restam ainda hoje transações de cidadania e de resiliência que não vão ser resolvidas com mais crescimento econômico”.

Fonte: PNUD.

terça-feira, 28 de junho de 2016

IBGE lança Atlas Digital com Caderno Temático especial sobre indígenas

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O Censo de 2010 constatou que, de uma população de 899,9 mil indígenas existentes em todo o país, 517,4 mil (57,8%) viviam em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas na época da realização da pesquisa, outros 298,871 mil (33,3%) viviam em áreas urbanas, principalmente nos grandes centros; e outros 80,663 mil (8,9%) habitavam áreas rurais, aí incluídas terras indígenas não reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Fonte: Atlas Nacional Digital do Brasil 2016

Os dados fazem parte do primeiro Caderno Temático sobre a população indígena e constam do Atlas Digital do Brasil 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está lançando hoje (27), com mapas interativos com o aprimoramento do Censo Demográfico 2010, sobre a distribuição da população indígena no território nacional.

De acordo com os dados, a maioria destes 57,7% se concentra nas regiões Norte e Centro-Oeste. Na Região Norte, este percentual chega a 73,5% e no Centro-Oeste 73,5% dos indígenas estão em território demarcado. Roraima é o estado brasileiro que detém o maior percentual de indígenas em terras demarcadas (83,2%) e o Rio de Janeiro, o menor, com apenas 2,8% do total.

Taxa de Fecundidade

Segundo a demógrafa de mapeamento populacional Indígena do IBGE Nilza de Oliveira Martins, existe uma variação na taxa de fecundidade entre as populações indígenas que moram na cidade, em áreas rurais e em reservas oficialmente reconhecidas pela Funai, sendo maior entre este último grupo.

Para o levantamento, o IBGE considerou a proporção de crianças até quatro anos, em relação a mulheres entre 15 e 49 anos. Em terras indígenas, essa proporção era de 74 crianças para cada grupo de 100 mulheres, o que resulta em taxa de fecundidade de aproximadamente 5 filhos para cada mulher.

Nas áreas rurais, a proporção cai um pouco: são 54 crianças para cada grupo de 100 mulheres (4,2 filhos por mulher). Já nos centros urbanos a média cai para menos da metade: 20 crianças para cada 100 mulheres (1,6 filho por mulher).

“Isto comprova que há um envelhecimento significativo da população indígena que vive em áreas urbanas do país, principalmente nos grandes centros. Esta taxa de fecundidade entre os indígenas que vivem nas áreas urbanas é ainda maior do que a taxa de fecundidade para o total da população brasileira de uma maneira geral, que é de 1,9 filhos por cada mulher”, disse.

Reconhecimento

De acordo com o Atlas Nacional Digital, 75% das pessoas que se declararam indígenas no país souberam informar o nome de sua etnia ou o povo ao qual pertencem. As etnias mais representativas, segundo as unidades da federação, revelaram características determinantes de possíveis padrões de distribuição espacial de algumas delas. Os Xavantes, por exemplo, estão entre os mais numerosos em todos os estados da região Centro-Oeste, e os Guarani Kaiowá, com penetração em toda região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A publicação, cujo lançamento inaugura a política do IBGE de divulgação anual do Atlas Nacional Digital do Brasil, analisa as características sociodemográficas dentro e fora das Terras Indígenas, de forma a dar maior visibilidade a esse segmento da população e mapear estas informações.

O Caderno Temático identificou 274 línguas indígenas no Brasil. Em áreas demarcadas, 57,3% de indígenas com mais de cinco anos falam ao menos uma dessas línguas, enquanto em áreas urbanas, o percentual cai para 9,7%. Em áreas rurais, este percentual chega a 24,6%.

Em uma análise regional, as línguas indígenas são faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste. Esta última região concentra o percentual mais elevado do país, com 72,4% dos indígenas que vivem em Terras Indígenas demarcadas falando alguma dessas línguas.

Atlas

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e o Caderno Temático sobre a população indígena no Brasil.

Segundo o IBGE, o Atlas “revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade”.

O Atlas se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas. Além do texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos, “o que permite um amplo cruzamento de dados estatísticos e feições geográficas que tornam flexível e abrangente a seleção de informações, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demográfica, social, econômica, ambiental e cultural do imenso território brasileiro”.

Aplicativo

O IBGE lançou também um aplicativo que para navegação em ambiente interativo que permite aos usuários - que queiram ter acesso somente ao conjunto de mapas ou aos que possuem conhecimento mais avançado quanto à busca de informações geográficas on line - ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar dados geográficos, estatísticos e metadados.

“A aplicação possibilita também analisar os 780 mapas do Atlas em um ambiente interativo, que permite a navegação pelo mapa, alterar a escala de visualização, ver e exportar tabelas e arquivos gráficos, personalizar o mapa superpondo temas de várias fontes, gerar imagens, salvar o ambiente de estudo para posterior análise e abrir um ambiente personalizado de estudo”.

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Povos indígenas estão entre os mais pobres da América Latina

Por Mariana Ceratti, do Banco Mundial em Brasília para a Rádio ONU

Os indigenas representam 8% da populacao latino-americana.
Foto: Banco Mundial
Relatório do Banco Mundial afirma que pobreza atinge 43% do grupo na região; índice é mais do dobro dos não indígenas.

A pobreza afeta 43% dos indígenas da América Latina, mais do dobro da proporção de não indígenas. Além disso, 24% dos ameríndios vivem em extrema pobreza, percentual 2,7 vezes maior que o encontrado no restante da população.

Esses são dois dos principais alertas do novo relatório América Latina Indígena no Século 21 – A Primeira Década, do Banco Mundial.

Desigualdade

O estudo, analisa dados de 16 países e destaca que os 42 milhões de indígenas da região representam 8% da população.

Apesar de alguns avanços nas áreas de acesso à educação e à infraestrutura, bem como na participação política, não houve redução na desigualdade.

O documento mostra que enquanto a América Latina se beneficiava de um bom crescimento econômico na primeira década dos anos 2000, as diferenças entre os lares indígenas e os demais se mantiveram iguais ou se aprofundaram.

Brasil

Só no Brasil, por exemplo, a brecha de pobreza entre os dois grupos aumentou 99% no período.

Atualmente, os indígenas constituem 14% dos pobres e 17% dos extremamente pobres da América Latina.

A economista Liliana Sousa, da equipe de autores do relatório, explica alguns motivos para os indígenas serem mais prejudicados.

"Alguma dessa diferença é atribuída a características associadas com mais pobreza para qualquer grupo na América Latina. Por exemplo, a pobreza em muitos países é mais alta em áreas rurais, e a maior proporção da população indígena vive em áreas rurais. Mas essas diferenças demográficas e de emprego entre a população indígena e o resto da população não explicam completamente a diferença em pobreza. Isso sugere que a população indígena enfrenta desafios específicos para sair da pobreza", diz Liliana.

A equipe de autores enfatiza a necessidade de mais pesquisas e estatísticas para entender os desafios dos povos indígenas. E, também, de mais políticas públicas direcionadas a essa população.

Desenvolvimento

O relatório ainda reconhece que os povos indígenas em geral têm um entendimento próprio do que é o desenvolvimento.

Finalmente, ressalta o potencial de contribuição dos povos indígenas a áreas como segurança alimentar, gestão ambiental, agricultura, medicina, artes e desenvolvimento liderado pela comunidade. Portanto, os autores afirmam que tais vozes e ideias precisam ser consideradas na agenda das Nações Unidas pós-2015.

Os brasileiros estão por trás de algumas dessas contribuições. De 2000 a 2012, por exemplo, o índice de desmatamento na Amazônia brasileira foi de 0,6% dentro de territórios indígenas protegidos, mas 7% fora deles.

Por isso, o reconhecimento legal de territórios indígenas demonstrou ser uma importante estratégia para evitar mais devastações.

Vale ressaltar que o Brasil, com 820 mil indígenas, tem um dos menores percentuais encontrados na América Latina: só 0,5% da população.

Fonte: Rádio ONU.

sábado, 16 de janeiro de 2016

UNDP and Indigenous Peoples

Source: UNDP
By UNDP

There are more than 370 million Indigenous peoples living in some 90 countries. It is estimated that they constitute 15 percent of the world’s poor, and one third of the 900 million people living in extreme poverty in rural areas. In vast numbers, indigenous peoples live in some of the world's most resource rich areas, but their own forms of conservation and resource management have been historically undervalued. Too often development projects and programmes undertaken near to and within their lands result in degradations to the environments upon which their physical and cultural survival depends, violate their human rights, and exclude them from equitable benefits.

Around the world, discrimination and structural inequalities disproportionately affect indigenous peoples. Human development and peace is not possible where discrimination, injustice, and social exclusion prevail, and where there is a lack of recognition that all groups bring value to society through their different worldviews.

Indigenous communities can be adversely affected by local and global development processes, since their distinct visions, concerns and ways of life can be ignored by policy makers. In recent years, international and national legal and policy frameworks have emerged to address adverse effects on indigenous peoples and to advocate for the effective participation of indigenous peoples in matters that concern them in national and local governance.

Development strategies must be designed to overcome marginalization and ensure the rights of indigenous peoples.  This can only be achieved with the full participation and consent of indigenous communities and it must be recognized that the nature of their aspirations for development, resources and services may be fundamentally different from those of other peoples.

With the adoption of the United Nations Declaration on the Rights of Indigenous Peoples, an important step was taken to create further momentum on indigenous rights. The United Nations has committed its unwavering support to a future where all indigenous peoples will enjoy peace, human rights and well-being, and has responded to indigenous peoples’ demands, welcoming them as partners.

In 2014, during the World Conference on Indigenous Peoples, the UN Secretary General was asked to develop a UN-wide plan to implement UNDRIPThis UN System Wide Action Plan (SWAP) will guarantee that the UN advocates with one voice for indigenous peoples rights and implements programmes in a coordinated way. UNDP is proud to participate in the development of the SWAP and support consultations with indigenous peoples and UN member states all around the world.

Our recently approved Social and Environmental Standards will help to ensure that UNDP projects protect and foster full respect for human rights of Indigenous Peoples under international and national law.

UNDP’s work with indigenous peoples is thus an integral part of its broader work towards sustainable human development and is thus guided and shaped not only by specific policies, but by the comprehensive and complementary body of international and in-house instruments, policies, operations and procedures on development, gender, human rights, environment and climate change.

UNDP is committed to creating spaces for and ensuring the meaningful participation of indigenous peoples at the local, national, regional and international levels to ensure that their voices are heard, that they contribute to policy-making and monitor policy implementation. With its liaison with government partners in development contexts, UNDP has an important role to play in facilitating dialogue with indigenous peoples and in advancing their rights and concerns globally.

For UNDP, the engagement of indigenous peoples and their organizations is critical in preventing and resolving conflicts, enhancing democratic governance and human rights, reducing poverty and sustainably managing the environment.

Source: UNDP.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Stop TB Partnership and MSF launch Out of Step Report showing urgent need for updated National TB Policies

By Stop TB Partnership

The Stop TB Partnership and Médecins Sans Frontières (MSF) today released Out of Step 2015 report, a 24-country survey of policies and practices used to guide the diagnosis and treatment of tuberculosis (TB). If countries are to meet Sustainable Development Goals target to End TB by 2030, aggressive efforts must start now to adopt and implement the 14 key policies and practices identified in the report, which are currently recommended by World Health Organization (WHO).

In 2014 only one in four (26%) of the 480,000 people estimated to have developed multidrug-resistant TB (MDR-TB) was diagnosed, with 111,000 people (23%) started on treatment and less than half of them successfully treated. Yet of the 24 countries surveyed for Out of Step, only about 30% of countries (8 out of 24) have put in place policies to ensure that rapid molecular tests for detection of TB and drug resistance are used as the initial test for everyone being evaluated for TB.

"To meet the 90-(90)-90 targets in the Stop TB Partnership’s Global Plan to End TB 2016-2020 and the longer-term goals outlined in WHO’s End TB Strategy, country programmes need to urgently bring their national policies and practices in step with international recommendations for optimal diagnosis and treatment of TB", said Dr Lucica Ditiu, Executive Director of the Stop TB Partnership

"We recognise that the adoption of TB policies to national and local situations can take time, but many countries are leading the way. Just one year after new paediatric guidelines were released, the report found that 30% of countries surveyed have already adopted the new guidelines, which benefits all children with TB. We hope the Out of Step report will bring a renewed focus on the importance of TB policies and serve as a tool to help countries create the paradigm called for in the Global Plan to End TB 2016-2020", said Dr Ditiu.

The report recommends that countries should consider expanding access to rapid molecular diagnostics in order to ensure early diagnosis and early treatment initiation; reduce the chain of transmission; reduce cost implications in the long run; and reduce the emergence of drug-resistant TB cases and the overall global burden of TB.

"Outdated policies for TB treatment that put people at risk of increased suffering and death should be banished, including re-treatment regimens that potentially increase drug resistance, and mandatory hospitalisation during treatment," said Dr. Grania Brigden, MSF Access Campaign TB Advisor. "The use of rapid molecular tests that can effectively diagnose drug resistance hasn’t yet reached the broad coverage needed. We won’t be able to close the huge gaps in TB diagnosis and treatment unless the policies and practices known to reduce illness, death and transmission are fully adopted and implemented in every country, including the best use of every effective tool available today."

Almost 60% of countries surveyed (14 out of 24) continue to offer the ‘Category II’ re-treatment regimen, which has poor outcomes in countries with high rates of MDR-TB and HIV/TB co-infection. Once countries upgrade their diagnostic protocols to rapid molecular testing for all TB patients, this treatment should be phased out completely in line with WHO recommendations. The survey also highlighted that nine countries still require DR-TB patients to be hospitalised for all or part of their illness.

"In MSF projects and beyond, we’ve shown that hospitalising people with drug-resistant TB is not necessary, and that people can receive treatment while living at home, even in resource-limited settings," said Dr Vivian Cox, Deputy Medical Field Coordinator, MSF South Africa. "Decentralised drug-resistant TB care is cost-effective for treatment programmes and as medically effective as centralised care, and is much, much better for patients, their families and their communities. We also know it’s critical for clinicians to have access to the full toolbox of new and existing TB drugs so they can give people the best chance to survive drug-resistant TB. When access to needed TB drugs is blocked, the results are too often deadly."

Only about 12% of countries surveyed are confirmed to have all of the existing drugs used to treat drug-resistant TB on their national essential medicine lists. While 65% of countries surveyed do have a process in place to access the newest TB drugs for patients who have run out of other treatment options, it is vital that drug companies submit their drugs for registration in the countries that need them the most, so that use of new and re-purposed drugs in treating drug-resistant forms of TB can be scaled up.

"As a first step, all countries with a high TB burden should implement rapid diagnostics, phase out the obsolete re-treatment regimen within a year, and do away with compulsory hospitalisation," said Dr. Brigden. "We need all countries to upgrade their national policies and practices to fully meet WHO recommendations within the next three years to really address TB illness and death head-on."

Notes to editors:

The Stop TB Partnership’s Global Plan to End TB 2016-2020 aims to reach the following 90-(90)-90 targets: 1. Find at least 90% of all TB people with TB in the population that require treatment and place them on appropriate therapy (first line, second line as well as preventive therapy); 2. As a part of the effort to reach 90% of all people with TB, make a special effort to reach at least 90% of the key population groups - the most vulnerable, underserved, at risk populations in countries; and 3. Reach at least 90% treatment success through affordable treatment services, promoting adherence and social support.

Category II re-treatment regimen: The Category II re-treatment regimen has traditionally been recommended for all patients with a prior history of TB treatment. One drug, streptomycin, is added to standard first-line drugs and the regimen is extended to eight months. According to the latest WHO guidelines, the re-treatment regimen with first-line drugs is ineffective in MDR-TB and should only be considered in areas at low risk for MDR-TB. It is therefore critical to detect MDR-TB promptly so that an effective regimen can be started.


For more information: Out of Step 2015 report.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tuberculosis mortality nearly halved since 1990

But TB ranks alongside HIV as a leading cause of death worldwide
By WHO

The fight against tuberculosis is paying off, with this year’s death rate nearly half of what it was in 1990. Nevertheless, 1.5 million people died from TB in 2014. Most of these deaths could have been prevented, according to WHO’s Global tuberculosis report 2015, which was released today in Washington.

To reduce TB’s overall burden, detection and treatment gaps need to be closed, funding shortfalls filled and new diagnostics, drugs and vaccines developed, according to the report.
A child receiving Tuberculosis medicine in South Sudan under
a programme supported by the Global Fund to Fight AIDS,
Tuberculosis and Malaria and UNDP.
Photo: UNDP South Sudan/Brian Sokol.
Most of the improvement has come since 2000, the year the Millennium Development Goals (MDGs) were established. In all, effective diagnosis and treatment saved 43 million lives between 2000 and 2015, according to the report, the 20th in a series of annual evaluations produced by WHO.

“The report shows that TB control has had a tremendous impact in terms of lives saved and patients cured,” said WHO Director-General Margaret Chan. “These advances are heartening, but if the world is to end this epidemic, it needs to scale up services and, critically, invest in research.”
Those advances include the achievement of the MDG that called for halting and reversing TB incidence by 2015. The goal was reached globally and in 16 of the 22 high-burden countries that collectively account for 80% of cases.

Worldwide, TB incidence has fallen 1.5% per year since 2000, for a total reduction of 18%.
“Despite the gains, the progress made against TB is far from sufficient,” according to Dr Mario Raviglione, Director of WHO’s Global TB Programme. “We are still facing a burden of 4 400 people dying every day, which is unacceptable in an era when you can diagnose and cure nearly every person with TB.”
In 2014, TB killed 890 000 men, 480 000 women and 140 000 children. The disease ranks alongside HIV as a leading killer worldwide. Of the 1.5 million people killed by TB in 2014, 400 000 were HIV-positive. HIV’s total death toll in 2014 was estimated at 1.2 million, which included the 400 000 TB deaths among HIV-positive people.

This year’s report describes higher global totals for new TB cases (9.6. million) than in previous years. However, these figures reflect increased and improved national data and in-depth studies rather than any increase in the spread of the disease. More than half of the world’s TB cases (54%) occurred in China, India, Indonesia, Nigeria and Pakistan. Among new cases, an estimated 3.3% have multidrug-resistant TB (MDR-TB), a level that has remained unchanged in recent years.

Action needed to close diagnostic and treatment gaps

The report highlights the need to close detection and treatment gaps, fill funding shortfalls, and develop new diagnostics, drugs and vaccines.

The detection gap is significant. Of the 9.6 million people who fell ill with TB in 2014, 6 million (62.5%) were reported to national authorities. That means that, worldwide, more than a third (37.5%) of the cases went undiagnosed or were not reported to national authorities. The quality of care for people in the latter category is unknown.

Detection and treatment gaps are especially serious among people with MDR-TB, which remains a public health crisis. Of the 480 000 cases estimated to have occurred in 2014, only about a quarter – 123 000 – were detected and reported to national authorities. The 3 countries with the largest numbers of cases are China, India and the Russian Federation.

Treatment initiation for those diagnosed with MDR-TB substantially increased and almost all cases detected in 2014 started treatment. Forty-three countries reported cure rates for MDR-TB patients of more than 75%. Nevertheless, globally, data shows an average cure rate of only 50% for treated MDR-TB patients.
Treatment is improving, with 77% of patients known to be co-infected with HIV and TB getting antiretroviral medicines in 2014.

The number of people living with HIV who were given TB preventive therapy was nearly 1 million in 2014, an increase of about 60% compared with 2013. More than half (59%) of these people were in South Africa.

Financing shortfalls stand in way of accelerated progress

“A primary reason for detection and treatment gaps is a major shortfall in funding,” said Dr Winnie Mpanju-Shumbusho, WHO Assistant Director-General for HIV, TB, Malaria and Neglected Tropical Diseases. This shortfall amounted this year to US$ 1.4 billion of the US$ 8 billion needed to fully implement interventions. In addition, an annual funding gap of at least US$ 1.3 billion must be filled for research that would include the development of new diagnostics, drugs and vaccines.

From 2016, the global goal will shift from controlling TB to ending the global TB epidemic. The End TB Strategy, adopted by all WHO Member States, serves as a blueprint for countries to reduce TB incidence by 80% and TB deaths by 90% and to eliminate catastrophic costs for TB-affected households by 2030.

“Ending the TB epidemic is now part of the Sustainable Development Goal agenda” said Dr Eric Goosby, UN Special Envoy on Tuberculosis. “If we want to achieve it, we’ll need far more investment – at a level befitting such a global threat. We’ll also need progress on universal health coverage and poverty alleviation. We want the most vulnerable communities worldwide to gain first, not last, in our efforts.”


Source: WHO.

For more information: Global tuberculosis report 2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma em cada cinco pessoas com tuberculose não sabe que tem a doença nas Américas

Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A falta de acesso a água potável e saneamento básico adequado é uma das causas da tuberculose. Foto: Agência Brasil
Belford Roxo, Baixada Fluminense.
Foto: Agência Brasil

Por ONU Brasil

Cerca de 220 mil casos foram notificados em 2012, mas estima-se que outras 60 mil pessoas não foram diagnosticadas, a maioria em cidades.

Uma em cada cinco pessoas afetadas com tuberculose na região das Américas desconhece ter a doença, por não possuir acesso a serviços de saúde ou pelo fato de a doença não ter sido detectada corretamente, de acordo com estimativas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Quase 220 mil casos foram notificados em 2012 e estima-se que tenham ocorrido cerca de 19 mil mortes por tuberculose nas Américas. Estima-se que, para além disso, cerca de 60 mil pessoas não foram diagnosticados a tempo. Isto não só coloca em risco a vida das pessoas com a doença, mas também perpetua a transmissão da tuberculose, gerando problemas sócio-econômicos para as pessoas atingidas e suas comunidades.

“Chegar ao diagnóstico e tratamento para todos só pode ser alcançado se todos os prestadores de cuidados de saúde, organizações comunitárias, parceiros e países unirem esforços para detectar e tratar essas 60 mil pessoas”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, marcando o Dia Mundial da Tuberculose.

“O acesso universal aos serviços de saúde de qualidade através de sistemas de saúde baseados em cuidados primários vai ajudar a reduzir a carga de tuberculose e garantir uma vida longa e produtiva para as pessoas que vivem nas Américas”, acrescentou.

O fardo da tuberculose varia por país e está concentrado principalmente nas populações mais vulneráveis que vivem nas grandes cidades – geralmente em favelas, onde as condições de vida levam a superlotação, acesso limitado a água potável e saneamento e acesso limitado a serviços de saúde.

Segundo a OMS, cerca de 80% da população da América Latina e do Caribe vive em cidades e uma em cada quatro pessoas vive na pobreza.

No mundo, três milhões sem tratamento

“Ao cuidar dos 3 milhões de pessoas que não têm o tratamento que necessitam, vamos promover um futuro melhor para toda a humanidade”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon , em sua mensagem para o Dia: “Todos com tuberculose devem ter acesso aos serviços de que necessitam para o diagnóstico rápido, tratamento e cura. Esta é uma questão de justiça social.”

Mesmo quando há o dignóstico, destacou Ban, muitos não têm acesso a um tratamento eficaz.

“Para acelerar os resultados, é preciso aumentar o acesso aos serviços de saúde e mobilizar as comunidades, hospitais e prestadores para atingir mais pessoas e tratá-las mais rapidamente. Devemos também investir mais em pesquisa para encontrar ferramentas de diagnóstico, medicamentos e vacinas”, disse o chefe da ONU.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, realizou uma coletiva de imprensa em Genebra sobre o estado dos esforços globais para tratar a tuberculose, a segunda doença infecciosa mais mortal do mundo entre os adultos, depois do HIV/aids.

Todos os anos, a tuberculose mata 1,3 milhão de pessoas pelo mundo e atinge outras 9 milhões.

A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infecto-contagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença. Proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados favorecem o contágio.

UNAIDS pede acesso precoce aos serviços de testagem e tratamento de HIV e tuberculose

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) fez um apelo urgente a fim de intensificar esforços globais para assegurar testagem e tratamento precoce de tuberculose e HIV.

A tuberculose continua a ser principal causa de morte entre pessoas que vivem com HIV. Em 2012, estima-se que 1,1 milhão de novos casos de tuberculose ocorrerão em pessoas vivendo com HIV – com 75% dos novos casos ocorrendo na África.

O impacto conjunto dessas doenças é devastador para milhões de pessoas e suas famílias, segunda a agência da ONU. “Isto é inaceitável, pois a tuberculose possui cura e pode ser prevenida. Ao expandir o acesso à prevenção básica de tuberculose para pessoas que vivem com HIV, o objetivo de reduzir em 50% o número de mortes pode ser alcançado até 2015.”

Estudos mostram que o diagnóstico e o acesso precoce ao tratamento de HIV podem reduzir em 65% o risco de infecção por tuberculose. Quando o tratamento de tuberculose é combinado com terapia antirretroviral (TARV), o risco da doença pode ser reduzido cerca de 90%.

Pessoas com maior vulnerabilidade devem ter a oportunidade de conhecer seu status e iniciar o tratamento mais cedo para prevenir a tuberculose ativa. Se pessoas vivendo com HIV desenvolvem tuberculose ativa, o tratamento imediato de TARV pode reduzir a chance de morte em cerca de 50%.

Infelizmente, apesar do conhecimento da importância do diagnóstico e tratamento precoce de HIV e tuberculose, milhões de pessoas muitas vezes descobrem tarde demais que estão infectadas.


Fonte: ONU Brasil.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tuberculosis In Blacks

By CDC
Tuberculosis (TB) is a disease caused by a bacterium called Mycobacterium tuberculosis. The disease is spread from person to person through the air. The bacteria usually attack the lungs, but TB bacteria can attack any part of the body such as the kidney, spine, and brain. If not treated properly, TB disease can be fatal.
TB disease was once a leading cause of death in the United States, but since 1993 the rates of TB in the country have declined in all groups. In 2011, a total of 10,528 TB cases were reported in the United States; however, blacks continue to have a disproportionate share of TB. The percentage of TB cases in blacks is higher than expected based on the percentage of blacks in the U.S. population. If looking at only people born in the United States, the proportion of TB in blacks is even greater. Although rates of TB in blacks have declined substantially over the past decade, the disparity remains. Addressing the TB disparity among blacks is an important priority; prevention and control efforts should be targeted to this population.

The Numbers

In 2011, TB disease was reported in 1533 non-Hispanic blacks in the United States, accounting for 23% of all people reported with TB nationally.
  • Among U.S.-born people reported with TB disease, 39% were non-Hispanic blacks.
  • The rate of TB disease was 6.3 cases per 100,000 population, which is over seven times higher than the rate of TB disease in white, non-Hispanic people (0.8 cases per 100,000 population).
Among U.S.-born people with TB in 2010, 40% were non-Hispanic black or African-American, 33% were non-Hispanic white, 19% were Hispanic or Latino, 3% were Asian, 3% were American Indian or Alaska Native, and 2% were Native Hawaiian or Other Pacific Islander. Among the foreign-born, 45% were Asian, 37% were Hispanic or Latino, 13% were non-Hispanic black or African American, and 5% were non-Hispanic white. Cases among American Indians or Alaska Natives and among Native Hawaiians or Other Pacific Islanders constituted less than 1%, respectively, of the cases among the foreign-born and are not shown. People reporting two or more races totaled less than 1% of all cases.


Prevention Challenges

TB is a challenging disease to diagnose, treat, and control. Dwindling resources and loss of public health capacity, including access to care and maintaining clinical and public health expertise add to the challenge. It is critical to reach those at highest risk for TB, and to identify and implement innovative strategies to improve testing and treatment.
TB rates are higher for some racial and ethnic groups. This relates to a greater proportion of people in these groups who have other risk factors for TB. Like other communities, blacks face a number of challenges that contribute to higher rates of TB. Challenges include:
  • The duration of treatment for latent TB infection and TB disease is lengthy. Patients are often unable or reluctant to take medication for several months. For people with TB disease, inadequate treatment can lead to treatment failure, relapse, ongoing transmission, and development of drug resistance. For people with latent TB infection, medication for a condition with no symptoms of illness is often not a priority.
  • Socioeconomic factors impact health outcomes and are associated with poverty, including limited access to quality health care, unemployment, housing, and transportation. These factors can directly or indirectly increase the risk for TB disease and present barriers to treatment of this disease.
  • Language and cultural barriers, including health knowledge, stigma associated with the disease, values, and beliefs may also place certain populations at higher risk. Stigma may deter people from seeking medical care or follow up care.
  • TB remains a serious threat, especially for people who are infected with human immunodeficiency virus (HIV). People infected with HIV are more likely than uninfected people to get sick with other infections and diseases, including TB.
    • Blacks have the most severe burden of HIV of all racial/ethnic groups in the United States. Compared with other races and ethnicities, Blacks account for a higher proportion of HIV infections at all stages of disease—from new infections to deaths.
    • Blacks accounted for an estimated 44% of all new HIV infections among adults and adolescents (aged 13 years or older) in 2010, despite representing only 12% to 14% of the U.S. population.
    • Without treatment, as with other opportunistic infections, HIV and TB can work together to shorten the life of the person infected.
  • In addition to HIV, other underlying medical conditions may increase the risk that latent TB infection will progress to TB disease. For example, the risk is higher in people with diabetes, substance abuse (including injection of illegal drugs), silicosis, or those undergoing medical treatments with corticosteroids.
  • Delayed detection and diagnosis of TB disease, as well as delayed reporting of TB disease remains a challenge in TB prevention and treatment. Because the number of TB cases in the United States is declining, there is decreased awareness of TB signs and symptoms among health care providers and at-risk populations. Patients may be less likely to seek medical care and health care providers may be less likely to consider TB as the cause.


What CDC is Doing

To achieve TB elimination, ongoing efforts are needed to address the persistent disparities that exist among racial and ethnic minorities in the United States.
CDC is working on projects designed to educate and raise awareness about TB in black communities. In one project, representatives from ten sites where disproportionate cases of TB disease are reported in blacks received training to enhance skills for engaging communities, develop strategies, and sustain partnerships for reducing TB rates.
Other CDC activities include a study to identify the socio-cultural, racial, and health system barriers specifically for blacks with or at risk for TB. The study’s goals include the development and testing of interventions to eliminate racial and ethnic disparities in TB rates in blacks; and to make improvements in health-seeking behavior, contact investigations, culturally sensitive case management, and completion of treatment among black TB patients.
Data from a national sample of U.S.-born blacks also will be reviewed to quantify the time to diagnose and treat TB; examine the roles of the patient, provider, laboratories, and TB programs that affect timeliness of diagnosis and treatment of blacks; and evaluate the effect that time of exposure has on transmission. The findings will be used to propose performance goals and indicators for TB programs in an effort to encourage faster diagnosis and treatment in this population.


For more information: